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Yoga ajuda no tratamento cardiovascular
João Mansur Filho

CHEFE DA UNIDADE CORONARIANA DO HOSPITAL SAMARITANO

Oioga é uma atividade física não-convencional que envolve um estilo de vida e está ligada à espiritualidade. Ele é bastante praticado nos dias de hoje, quando as pessoas buscam meios de relaxar e fugir do estresse da vida moderna. Os benefícios do ioga para pessoas com riscos cardiovasculares têm sido cada vez mais estudados. Já os exercícios convencionais, praticados de forma moderada, são comprovadamente importantes na precaução de doenças cardiovasculares, associados à uma dieta balanceada e à interrupção do tabagismo.

Atualmente, existem inúmeros estudos científicos que pesquisam o benefício do ioga nas doenças cardíacas. Um estudo randomizado controlado por um curto período de tempo – 11 semanas – mostrou que a prática regular de ioga ajuda no controle da pressão arterial em pacientes que utilizam medicação anti-hipertensiva. Isso pode ser atribuído aos efeitos benéficos da função neurológica autonôma, que diminui os níveis de adrenalina circulante.

A obesidade e o controle de lipídeos, outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, também podem ser melhorados com o ioga, já que a prática regular da atividade, por mais de três meses, pode ajudar no controle do peso e na melhora do perfil lipídico, com melhora efetiva do colesterol. O mecanismo benéfico dessas variáveis (peso e colesterol) não podem ser explicados somente pelo gasto enérgico dos exercícios.

Há também estudos demonstrando uma diminuição do nível de glicemia e do teste de tolerância oral à glicose. Porém, ainda não se conhecem os reais motivos para essas melhoras na saúde. Portanto, o efeito do ioga neste grupo de pacientes com doença cardiovascular pode ser uma opção complementar aconselhada e indicada pelo médico. Afinal, existem evidências de que a prática de atividades como ioga e meditação transcendente apresentam significativo valor na parte física e mental.

Domingo, 28 de Junho de 2009 – 00:00

Fonte: JBOnline

Fiquem na paz!

Om Shanti!

Gledson Silva
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Fiquem na paz!

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Gledson Silva
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Jornada Interior

“A realização espiritual é a vontade que existe em cada pessoa de procurar seu núcleo divino. Esse núcleo, embora sempre presente, permanece latente dentro de nós. Não se tyrata de uma busca externa, no encalço de um Santo Graal que se encontra além; é uma jornada interior que permite ao núcleo divino se realizar.

Para descobrir como revelar nosso Ser mais íntimo, os sábios investigaram os vários invólucros da existência, começando pelo corpo e progredindo pela mente e pela inteligência até chegar à Alma. A jornada iogue nos conduz da periferia, o corpo, para o centro do nosso ser, a Alma. A meta é integrar as várias camadas para que a divindade interior irradie como cristal.”

(B. K. S. Iyengar)

Fiquem na paz!

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Gledson Silva
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Seja um disco voador!

Depois do post que ensinava algumas dicas de como não ser atropelado por carros enquanto se pedala na rua, coloco esse vídeo que explica a importância de andar com roupas claras, além de refletivos e luzes a noite.

O carro está a apenas 50km/h (sabemos que nas nossas ruas, eles andam numa velocidade bem superior) e mesmo assim percebam que não há muito tempo para perceber o ciclista e consequentemente gerar uma resposta a fim de evitar um acidente.

Por isso sempre digo ser importante parecer um disco voador, árvore de natal ou algo parecido enquanto se pedala a noite!

Fiquem na paz!

Om Shanti!

Gledson Silva
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Salamba Sarvangasana

Salamba quer dizer apoiado e Sarvanga significa o corpo inteiro. Esta asana proporciona benefícios para o corpo todo, pois cura hemorróidas, prisão de ventre, congestão hepática, visceroptose, dspepsia, varizes, amigdalites, tremores, contrações nervosas, insuficiência ovariana, tensão pré mestrual. Este asana proporciona um rejuvenescimento em todo o organismo removendo ainda a ansiedade. Os efeitos são mais intensos do que Viparita Karani Asana. É contra indicada para hipertensos.

Fazendo:

Utilize um cobertor ou colcha dobrada para proteger a cervical, deite sobre o cobertor mantendo a cabeça fora dele, inspire e com um balanço eleve as pernas de modo que estas ultrapassem a linha da cabeça. Fleccione os braços e segure com as mãos a região lombar. Force as pernas para cima e feche os cotovelos, procurando manter a coluna e as pernas o mais vertical possível, Permaneça respirando profundamente na postura por alguns minutos, observando atentamente o desconforto, ao primeiro sinal deste desfaça a postura.

Desfazendo:

Desça os pés na direção da cabeça, em seguida retire as mão da região lombar apoiando-as no solo. Enrigeça o abdomen e os braços forçando estes últimos contra o chão, expirando desça devagar as pernas e quedriz relaxando devagar o abdomen.

É muito importante a posição dos ombros sobre o cobertor, pois o posicionamento adequado protegerá a coluna cervical.

Namastê

 

Gledson Silva
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Importantes lições sobre segurança na bicicleta. Texto de Michael Bluejay da bicyclesafe.com que traduzimos e adaptamos para o Brasil.

Esta página mostra a você real maneiras que você pode ser atropelado e reais maneiras de evitá-las. Isto está muito longe do guia normal de segurança em bicicletas, que geralmente lhe diz um pouco mais que para usar o capacete e para seguir a lei. Mas considere isso por um momento: O uso de capacete vai fazer absolutamente nada para impedi-lo de ser atropelado por um carro. Claro, capacetes poderão ajudá-lo caso atingido, mas o seu objetivo deve ser em primeiro lugar, evitar bater. Muitos ciclistas morrem em decorrência dos carros, embora estivessem usando capacete. Ironicamente, se tivessem pedalando sem capacetes, mas seguindo as orientações a seguir enumeradas, poderiam ainda estar vivo hoje. Não caia no mito de que usar um capacete é a primeira e última palavra em segurança de bike. Na verdade, um grama de prevenção vale um quilo de cura. Esta é a melhor política em segurança de bicicleta.

O próximo conselho de segurança mais comum depois de “usar um capacete” é “seguir a lei,”, mas a maioria das pessoas já está (ou deveriam estar) consciente de que é estúpido cruzar um farol vermelho. Assim, o aconselhamento “seguir a lei” não é tão útil, porque isso é demasiado óbvio. O que você vai encontrar aqui são vários os cenários que talvez não tão óbvias.

O outro problema com a mensagem “seguir a lei” é que as pessoas podem pensar que é tudo que eles precisam fazer. Mas, na sequência a lei não é suficiente para mantê-lo seguro. Aqui está um exemplo: A lei diz que você andar para a direita, na medida do possível. Mas se você andar muito à direita, alguém sair com um carro estacionado ou poderá abrir a porta na sua frente, e você vai ser menos visível para os motoristas que estão estacionados. Motoristas que vem atrás de você podem passar muito perto da mesma faixa, pois você não vai obrigá-los a mudar de faixa. Em cada um desses casos, você estará seguindo a lei, mas ainda poderá ser atingido. Esta página tem a intenção de discutir a lei, ela se concentra em como não atropelados por veículos. Agora vamos ver como fazer isso.

Dez dicas para não ser atropelado de bicicleta

1 .Cruzamento com carro à direita.

Esta é a mais comum das formas de ser abalroado (ou quase). Um carro saindo de uma rua lateral, estacionamento ou entrada à direita. Observe que há na verdade dois tipos possíveis de colisões aqui: Ou você está na frente do carro e o carro te acerta no meio, ou o carro aparece muito rápido e você não consegue frear e o acerta no meio.

Como evitar este tipo de colisão:

1. Obter um farol.

Se você estiver andando à noite, você deve usar uma luz na frente. É exigido por lei, de qualquer maneira. Mesmo para um pedal diurno, uma luz branca brilhante que tem um modo intermitente pode torná-lo mais visível para os motoristas que chegam ao cruzamento. Os novos faróis de LED duram dez vezes mais que os anteriores e podem ficar ligados o tempo todo. As lanternas de capacete são as melhores porque quando você olha para o motorista não tem como ele não ver a luz branca.

2. Buzina

Um bom e alto som pode chamar a atenção do carro que se aproxima a sua frente ou à direita. Caso não tenha uma, não se envergonhe de gritar “Ei”. É melhor ser a atração da rua do que ser atropelado. Em alguns países a buzina é obrigatória.

3. Reduza a velocidade

Parece meio chato a todo cruzamento que você vai passar ter que reduzir, mas essa é uma precaução que salva vidas. Estando mais devagar, você consegue frear completamente evitando uma colisão. Lembre-se você é o elo mais fraco. Mesmo que tenha razão é o cara que vai ficar com mais dor no final das contas.

4. Pedale mais a esquerda.

Olhe para as duas linhas azuis “A” e “B” na imagem. Você está acostumado a andar na “A”, muito próximo ao meio fio, isto porque você está preocupado em ser atingido por trás. Mas dê uma olhada no carro. O condutor esta sempre olhando para a estrada e para o tráfego, não está olhando para a faixa das bikes ou para perto do meio fio, ele está procurando com o meio da pista, com outros carros. Quanto mais à esquerda que você estiver (como em “B”), mais provável que o motorista te enxergue. Há um outro detalhe aqui: se o motorista não lhe ver e começar a arrancar, você pode ir ainda mais longe à esquerda, ou pode ser capaz de acelerar e sair do caminho antes do impacto. Assim pode dar tempo dele frear antes de colidir. Em suma, você e ele terão mais opções. Ficando totalmente à direita, sua única “opção” pode ser bem na porta do lado do condutor. Usando este método já me salvou em três ocasiões em que um motorista avançou sobre mim, e no qual eu definitivamente teria golpeado na porta lado do condutor se eu não tivesse me deslocado à esquerda.

Evidentemente, há um troca-troca aqui. Pedalar à extrema direita que te faz invisível para os motoristas à sua frente nas intersecções, mas andar para a esquerda torna-lo mais vulnerável aos carros atrás de você. Sua posição atual na faixa pode variar dependendo do quão grande é a rua, quantos carros existem, quão rápidos e quão próximos eles passam você, e até que distância você estiver do próximo cruzamento. Em ruas rápidas e com poucas travessas, você vai andar mais à direita e, em ruas lentas e com muitos cruzamentos, você vai andar mais à esquerda.

2. Ser sorteado com uma porta no seu caminho

O Motorista abre a porta bem na sua frente. Dependendo da suas velocidade, não vai dar tempo para parar. Com um pouco de sorte, o distinto motorista vai sair do carro a tempo de você ter o prazer de acertá-lo junto. Assim você quebra uns ossos dele e amortece seu impacto. Este tipo de acidente é mais comum do que você imagina e é a causa número um acidentes com bikes em Santa Bárbara na Califórnia. Nós compilamos uma lista de ciclistas mortos ao baterem com portas abertas de carros.

Como evitar este colisão:

Ande para a esquerda. Pedale suficientemente longe para a esquerda que você não irá bater em qualquer porta que está aberta inesperadamente. Você pode ter algum medo em pedalar muito a esquerda e os carros não terem espaço para ultrapassá-lo. Mas é bem mais provável de você ser surpreendido por uma porta do que ser atropelado por um carro que vem atrás e que claramente vai te enxergar.

3. Cruzando pela faixa de pedestre

Você está andando na calçada e atravessa a rua na faixa de pedestres, um carro faz uma curva à direita e vai direto em cima de você. Isto acontece porque carros não estão esperando bicicleta na faixa. Por isso, você tem que ter muito cuidado para evitar este tipo de acidente. Esta colisão é tão comum que já perdi a noção do número de pessoas que já nos disseram que foram atingidas dessa maneira, tais como John Ray Ray. Um estudo mostrou que pedalar na calçada é duas vezes tão perigosa do que pedalar na rua e um outro estudo disse que é ainda mais perigoso do que isso.

1. Ter um farol.

Se você estiver andando, à noite, você deve usar um na frente. É exigido por lei, de qualquer maneira.

2. Vá devagar.

Você deve ir tão devagar que consiga parar por completo e imediatamente se for necessário.

3. Não andar na calçada, em primeiro lugar.

Cruzamento entre calçadas pode ser uma manobra bastante perigosa. Se você vai sobre o lado esquerdo da rua, corre o risco de ser atingido como no desenho ao lado. Se você vai sobre o direito do lado da rua, corre o risco de ser abalroado por um carro que está atrás de você vai virar direita. Você também obter risco atingidas por carros saindo de estacionamentos. Esses tipos de acidentes são difíceis de evitar, que é uma razão para não andar na calçada, em primeiro lugar.

E outra razão para não andar na calçada é que você estará ameaçando pedestres. Sua bicicleta é tão ameaçadora para uma pessoa a pé como um carro é ameaça para você. Por último, andar na calçada é ilegal em alguns locais. Se você fizer plano de andar nas calçadas, faça-o devagar e com cuidado extra, especialmente quando atravessar a rua entre as duas calçadas.

4. Pedalando na contramão

Você esta pedalando na contramão perto do meio fio pela esquerda da rua. Um carro que vai entrar nesta pista virando a direita vai direto pra você. Ele não vai te ver porque estará olhando somente para a esquerda de onde supostamente deveria vir o tráfego. Eles não tem qualquer razão para suspeitar que uma bicicleta venha do outro lado. Do lado errado do fluxo.

E ainda pior, você poderia ser atingido por um carro vindo em sentido contrário. Eles teriam menos tempo de te ver e tomar ações evasivas porque estariam se aproximando muito mais rápido de você do que se os dois estivessem no mesmo sentido. E para completar, o impacto contra é o mais forte que pode se ter, pois as velocidades contrárias se somam no efeito final.

Como evitar esta colisão:

Não trafegue contra o tráfego. Pedale com o trânsito, no mesmo sentido.

Pedalar contra o tráfego pode parecer uma boa idéia porque você pode ver os carros que estão passando por você, mas não é. Veja os motivos:

1. Carros que sai de garagens, estacionamentos e vão atravessar a rua (à sua frente e à esquerda) ou que vão entrar à direita na rua, não estão esperando o tráfego que vem contra a eles de forma errada. Eles não vão te ver, e vão direto contra você.

2. Como o diabo é que você vai fazer uma curva à direita?

3. O carro vai te abalroar a uma velocidade relativa muito maior. Se você está indo 20 km/h e um carro te atinge por trás a 30 km/h a velocidade relativa que resultará no impacto é de 10km/h (30–20). Mas se você está do lado errado da estrada e um carro se aproxima na mesma velocidade, o resultado de forças será de 50 km/h (20+30), que é cinco vezes mais rápido! Uma vez que vocês se aproximam mais rápidos, você e muito menos o motorista tem tempo para reagir. E se ocorrer uma colisão, ele vai ser dez vezes pior.

4. Pedalar pelo caminho errado é ilegal.

Um estudo mostrou que andar na direção errada é três vezes mais perigoso que pedalar no caminho certo, e para crianças, o risco é sete vezes maior. (Fonte)

Quase um quarto das colisões envolve ciclistas andando na direção errada. (Fonte) Alguns leitores têm contestado esta situação, dizendo que 25% das colisões são de ir na direção errada, então pedalar no caminho certo é mais perigosa porque representa 75% das ocorrências. Esse pensamento está errado. Primeiro, apenas 8% dos ciclistas pedalam no sentido errado, mas quase 25% deles sofrem acidentes – o que significa que ciclistas no sentido contrário tem três vezes mais chances de serem atingidos do que os que pedalam no sentido certo. Em segundo lugar, o problema em pedalar no sentido contrário promove colisões, enquanto no sentido certo não. Por exemplo, 17% dos ciclistas que furam sinal vermelho colidem por causa desse ato (fonte). Mas não podemos concluir que não furar sinal vermelho ou placa de pare causa as outras 83% das colisões.

5. Luz vermelha da Morte

Você para a direita de um carro esperando o farol abrir. Ele provavelmente não te viu chegar. Quando a luz fica verde, vocês dois avançam e ele vai virar a direita. Exatamente sobre você. Mês carros pequenos são perigosos, agora o perigo maior esta com caminhões, ônibus e carretas. Veículos desse porte com certeza não vai te ver ali parado. Em Austin um ciclista foi morto em 94 quando parou ao lado de um carro com reboque. Com a virada a direita ele foi engolido pelas rodas.

Como evitar esta colisão:

Não pare no ponto cego. Basta ficar um pouco para trás do caro em vez de se enfiar na direita dele, veja o diagrama. Esta atitude lhe faz visível para todo o tráfego em todos os lados. É impossível que o carro logo atrás de você não lhe veja.

Outra opção é parar no ponto A ou B demonstrado no diagrama. No A o primeiro motorista irá te ver e no B o segundo. O que não vale é parar ao lado do segundo carro no ponto cego. Você pode escapar do primeiro, mas o segundo oferecerá a mesma ameaça.

Estando no ponto A, quando o farol abrir arranque. Não fique olhando para o motorista para ver se ele vai virar ou não. Você já esta no caminho dele, o melhor a fazer é ir à frente e liberar o caminho. Não tem porque você assumir o ponto A se você não tem intenção de cruzar a rua assim que o farol abrir. Só tome cuidado com algum espertinho furando o sinal vermelho na perpendicular.

Se você escolher o ponto B, assim que o farol virar verde, não passe o carro a sua frente. Fique atrás dele. Isto porque, mesmo que ele não esteja dando sinal de virar, ele poder virar a qualquer momento. Mesmo que ele cruze a rua, ele pode virar a direita em uma garagem no meio do quarteirão a frente. Sempre assuma que um carro possa virar a direita a qualquer momento. NUNCA passe um carro pela direita. Tente ficar a frente do carro que esta atrás de você durante o cruzamento. Assim ele tem que esperar você seguir, mesmo que queira virar a direita.

Não querendo propor infringir a lei, mas passar no faro vermelho pode ser mais seguro do que esperar para sair com os carros ao seu lado e correr o risco de algum virar a direita. A moral aqui é não que você deva quebrar a lei, mas que você pode ganhar um machucado seguindo-a a risca.

E só lembrando, muito cuidado em passar carros parados no farol pela direita em busca do seu ponto certo. Caronas podem aproveitar o farol para pular fora do carro e te apresentar uma porta como parada inesperada.

6. Carros virando a direita

Um carro passa por você e tenta virar a direita fechando seu caminho. Eles pensam que você não anda rápido porque esta sobre uma bicicleta e acham que vai dar tempo de passar e virar a direita. Claro que aí tem um pouco de egoísmo de não querer diminuir a velocidade do carro e esperar. Claro que os motoristas não vão achar que estão fazendo nada de errado. Mesmo que você freie, dificilmente conseguira evitar um choque. Este é um tipo de colisão quase impossível de evitar, dependendo da sua velocidade, você não terá tempo para nada.

Como evitar esta colisão:

1. Não pedale na calçada.

Quando você pedala sobre as calçadas, você esta invisível para os motoristas. É o começo de um choque se você fizer isso. Keith Vick morreu dessa maneira em Austin em dezembro de 2002.

2. Pedale a mais esquerda.

Ocupando toda a faixa fica mais difícil para que um carro passe por você e te feche. Não se sinta mal por estar ocupando toda uma faixa, se os motoristas se preocupassem mais com os ciclistas, provavelmente os ciclistas não precisassem usar desse artifício. Mesmo que não exista espaço para os carros te passarem, tome o seu espaço, é seu direito. Discutiremos posicionamento na rua mais a fundo logo abaixo.

3. Dê uma olhada pelo seu retrovisor ao se aproximar de um cruzamento.

Se você não tem um espelho, seja de guidom ou de capacete, arrume um. Esteja seguro de olhar bem pelo retrovisor antes de atravessar um cruzamento. Ao cruzar uma rua, você deve se preocupar mais com o que vem atrás do que com o que esta pela frente.

Colisão tipo 7: Carro virando a direita, parte 2

Você esta passando um carro lento que parece perdido pela direita. Ou até mesmo outra bicicleta. Sem mais nem menos, ele vira a direita para entrar provavelmente em uma garagem ou estacionamento. Pronto, você já esta no chão olhando os ralados, se for só isso.

Como evitar esta colisão:

1. Não passe pela direita.

É simples assim de evitar este choque. Simplesmente não ultrapasse qualquer veículo pela direita. Se um carro a sua frente esta lento, então você deve diminuir a velocidade também. Ele eventualmente pode voltar a acelerar. Se não, passe pela esquerda depois de diminuir e olhar se tudo esta seguro para que você faça a sua manobra.

Quando for passar um outro ciclista pela esquerda, avise “to passando pela esquerda” antes de avançar. Assim ele não se move repentinamente ao perceber o barulho que você vai fazer ao passar. Caso ele esteja muito a esquerda que inviabilizaria sua passagem com segurança pela esquerda, anuncie que pretende passar pela direita e avance devagar depois de ter percebido de que o ciclista à frente esta consciente do que você vai fazer.

Passar carros parados em um congestionamento pode ser perigoso. Se for fazê-lo, o faça com muito cuidado. Carros em congestionamento podem voltar a andar a qualquer momento e podem te colocar em risco como o que aconteceu no chamado Red Light of Death

Se você estiver pedalando atrás de um carro lento, primeiro procure estar fora do ponto cedo do motorista. Segundo dê espaço para caso ele resolva virar para um lado ou outro. Se você estiver colado, pode parar com sua cara na traseira caso ele resolva virar, o que vai fazê-lo diminuir mais ainda a velocidade.

2. Olhe sempre para trás antes de virar a direita.

Evite você também de ser atingido por um ciclista que tente te passar pela direita violando a dica 1 acima. Dê uma olhadinha para trás para ter certeza de que tem espaço para virar. Aproveite essa olhadinha para checar se pela calçada num tem algum pedestre pronto para atravessar a rua a sua frente. Lembre-se de que mesmo que você esta correto, um choque vai doer em você o mesmo que em outro ciclista que tente ser o espertinho passando por você pela direita.

Colisão tipo 8 Carros virando a esquerda

Carro vindo em direção contrária faz uma conversão à esquerda vindo direto para cima de você que esta cruzando a rua.

Como evitar esta colisão:

1. Não pedale pela calçada.

Vindo pela calçada você não é visto pelo motorista que esta virando. Lembre-se que o pedestre tem uma velocidade muito menor que a sua e que geralmente para no meio fio antes de atravessar. É isto que o motorista espera não uma bicicleta surgindo do nada.

2. Use uma luz de cabeça.

Se você estiver pedalando a noite, é imprescindível que você este usando iluminação de segurança na frente também.

3. Vista roupas claras, mesmo durante o dia.

Bicicletas são pequenas e não facilmente visíveis mesmo durante o dia. Roupas cor laranja ou amarela e fitas refletivas realmente fazem a diferença.

4. Não passe pela direita.

Se perto do cruzamento tem um veículo reduzindo a velocidade, pode ser que ele esteja dando passagem para o outro que vem da esquerda. Você passando pela direita ira ser uma grande e desastrosa surpresa para o motorista virando a esquerda.

5. Diminua a velocidade.

Se você não conseguir fazer contato visual com o motorista que vem no sentido contrário, diminua. Pode ser inconveniente, mas não cruze uma rua com outra vindo no outro sentido se você não tiver a certeza de que ele o tenha visto. Não confie em que a ausência de seta piscando quer dizer que ele vá reto.

Colisão tipo 9 – Carro por trás

Você esta pedalando e inocentemente se move um pouco à esquerda para desviar de um animal ou algum objeto a sua frente. Logo atrás de você vem um carro mais rápido e te atinge.

Como evitar este choque:

1. Nunca, nunca mesmo mova-se para a esquerda sem olhar para trás.

Alguns motoristas adoram passar a centímetros dos ciclistas, portando um leve balançar para a esquerda já é fatal. Pratique olhar para trás por cima do ombro. Se você virar a cabeça de maneira livre, certamente puxara a bike para a esquerda. Torça o pescoço levando o queixo em direção ao ombro, como um alongamento e olhe de rabo de olho. Assim você não sairá da linha reta. Para fazer isso tem que praticar.

2. Não fique usando a faixa de estacionamento como pista e voltando a faixa de rolamento toda hora que tem um carro parado.

Você pode ficar tentado a usar a faixa de estacionamento pela tranqüilidade, mas cada vez que você tem que voltar para a faixa correta é um risco. A faixa de estacionamento é para estacionar.

3. Use um retrovisor.

Se você ainda não tem um, esta na hora de providenciar. Se não quer usar no guidom, pode optar por um modelo de capacete. Você precisa sempre ter a possibilidade de ver o que esta acontecendo atrás de você. Evitar que outros batam em você é sempre a melhor política. Não confie que quem esta atrás de você esteja te vendo e vá te respeitar.

Colisão tio 10 – Abalroamento por trás parte 2

Um carro simplesmente te atropela por trás. Esta é o maior temor de muitos ciclistas, mas não é muito comum, apenas 3,8% das colisões são dessa natureza (fonte). De qualquer forma, é um choque dos mais difíceis de precaver, pois você esta sempre olhando para frente. O risco maior é à noite e em ruas movimentadas. Dos três ciclistas mortos em Austin em 96-97, todos estavam pedalando a noite e dois deles estavam sem luzes de alerta. (fonte).

Como evitar este tipo de colisão:

1. Obtenha uma luz traseira.

Para pedalar a noite, você precisa absolutamente usar uma luz traseira piscando. Bruce Mackey afirma que 60% das colisões traseiras na região da Florida foram com ciclistas sem luz de alerta. Em 1999, 39% das mortes de ciclistas ocorreram entre seis da tarde e meia noite.

2. Use roupas ou faixas refletivas em forma de colete.

Material refletivo de boa qualidade te faz ser muito mais visível à noite. Este tipo de colete custa muito pouco pelo bem que pode fazer a sua saúde. E escutando um carro vindo atrás, fique o mais vertical possível para aumentar o efeito do refletivo.

3. Escolha ruas largas.

Quanto mais larga for à rua, mais fácil um carro pode escapar de você.

4. Escolha ruas lentas.

Quanto mais lento o tráfego estiver, mais tempo todos tem de evitar um choque. Procure rotas pelos bairros e evite avenidas movimentadas.

5. Nos finais de semana redobre a atenção.

O risco de trafegar nas noites de sexta e sábado é muito maior devido aos motoristas alcoolizados passeando pelas ruas. Nesses dias você deve realmente evitar ruas agitadas pelos baladeiros de plantão.

6. Arranje um espelho.

Repetir esse conselho parece bobagem, mas nunca é demais. Arranje um espelho, custa muito menos do que você imagina.

7. Não grude no meio fio.

Dê mais espaço para que você possa fugir caso perceba um veiculo que vai passar perto demais.

Fonte: Onde Pedalar

 Namastê

Gledson Silva
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Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste –Associação Brasileira de Defesa do Consumidor– verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.


Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.


Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. “Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância”, diz.


A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.


O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer –há organismos mais e menos suscetíveis. “Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir”, diz Arcuri.


O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.


Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.


O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.



Adoçantes e corantes
A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes.


Foram reprovados outros seis produtos [Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero] que tinham os corantes amarelo crepúsculo –que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil– e amarelo tartrazina –com alto potencial alergênico. “O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina”, diz Ribeiro.


Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzoico. “É um problema fácil de ser resolvido”, diz Ribeiro.


Outro lado
A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.


A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha “sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira”.


Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. “Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado.”


Fonte: Folha Online


Namastê


Gledson Silva
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O fim dos oceanos


Pescamos demais. Poluímos demais. Navegamos demais. E nem fazemos idéia do estrago que causamos nos mares


Por Claudia Carmello


Revista Superinteressante Edição Verde – 12/2008


Você nunca brincou de colocar uma concha no ouvido e ficar curtindo o barulho do mar, as ondas, a calmaria? Hoje seria bem mais realista colocar seu iPod no ouvido – e no volume máximo. Isso, sim, se aproxima do som que o oceano produz para boa parte das criaturas que vivem dentro dele. Um navio de carga emite, pelo estouro das bolhas que seus propulsores criam na água, ruídos de 150 a 195 decibéis. É mais do que uma britadeira (120 decibéis) ou um iPod no talo (114 decibéis). Imagine então o barulho produzido por 100 mil cargueiros que cruzam os mares durante o ano inteiro!


Qual o problema disso? É que os animais marinhos usam a audição para quase tudo – para encontrar o lugar de procriação, o parceiro sexual, a comida. E o mar virou uma linha cruzada dos diabos. Cientistas concluíram que a baleia-azul está ficando surda – escuta a distâncias até 90% menores do que antes. Já a orca está precisando gritar – produzir cantos mais longos para se fazer ouvir. Outras baleias aparecem mortas nas praias após testes militares com sonares caça-submarinos – seus 235 decibéis causam hemorragia nos ouvidos e nos olhos dos animais.


Os oceanos são 70% da superfície do planeta. Em volume, representam muito mais que isso. E sempre o vimos como uma vastidão infinita e onipotente. Mas não poderíamos estar mais enganados. Segundo a ONU, os mares estão em ruínas porque pescamos demais, produzimos lixo, gases do efeito estufa e esgoto demais e bagunçamos os ecossistemas. Pior: nem fazemos idéia do que está acontecendo lá embaixo em conseqüência disso. Ultimamente, aprendemos a pensar que o oceano está trasbordando de tanta água. Mas está acontecendo o contrário: ele está esvaziando, perdendo vida.


A PRÓXIMA FRONTEIRA
Conhecemos melhor o solo da Lua do que o fundo do mar, dizem os ecologistas. Nossa última fronteira são as águas profundas: entre 200 e 7 mil metros submarinos. Elas são 90% do volume dos oceanos e podem abrigar até 100 milhões de espécies – mais do que em todo o resto do planeta. A essa profundidade, não há luz para sustentar o fitoplâncton. Portanto, só animais e bactérias circulam. Até os 1 000 metros ainda há um lusco-fusco. Abaixo disso, a escuridão é total. Faz frio, de até 3oC.


SERES MUITO ESTRANHOS
As criaturas monstrengas das profundezas têm dentes ou olhos desproporcionais, protuberâncias que brilham no escuro, dimensões assustadoras – um tipo de água-viva chega a 40 metros de comprimento (algo como 13 andares)! Normalmente, esses seres vivem de restos caídos das águas de cima. Vivem muito tempo e deslocam-se e reproduzem-se com mais lentidão que os de superfície – por isso suas populações sofrem muito mais impacto com a sobrepesca.


Já comemos animais dessas profundezas. Por exemplo, o feioso olho-de-vidro, que nada a até 1 800 metros de profundidade, vive 150 anos e não procria antes dos 30 – por isso pescá-lo comercialmente é tão pouco sustentável.


AS FAZENDAS MARINHAS
Uma solução encontrada para amenizar o declínio dos estoques de pesca é a aqüicultura, as fazendas marinhas. São hoje o setor da indústria alimentícia que mais cresce no mundo. Bem manejadas, as fazendas marinhas podem até aliviar a pressão sobre o oceano. Delas já saem 30% dos frutos do mar que comemos – salmão, truta, bacalhau, camarão.


No Brasil, os criadores de camarão desmatam e poluem imensas áreas de mangues preservados. Criadouros de salmão do Canadá sofreram uma explosão de parasitas que infestou o mar aberto e as populações selvagens.


PARA SABER MAIS
The Unnatural History of the Sea Callum Roberts, Island Press, 2007.


The End of the Line, de Charles Clover, University of California Press, 2007.


Fonte: Planeta Sustentável


Namastê


Gledson Silva
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Os moradores desta comunidade afluente são pioneiros suburbanos. Eles superaram a maioria das mães que levam os filhos para jogar futebol ou executivos que fazem todos os dias o trajeto dos subúrbios até o centro da cidade: essas pessoas abriram mão dos seus carros.

Estacionamentos de rua, driveways (pequena estrada que vai geralmente da entrada da garagem até a rua) e garagens são, em geral, proibidas neste novo distrito experimental na periferia de Freiburg, perto da fronteira com a Suíça.

Mulher caminha com sua criança por rua exclusiva para trânsito de pessoas e bicicletas em VaubanNas ruas de Vauban os carros estão totalmente ausentes – com exceção da rua principal, por onde passa o bonde para o centro de Freiburg, e de umas poucas ruas na zona limítrofe da comunidade. A propriedade de automóveis é permitida, mas só há dois locais para estacionamento – grandes garagens localizadas no limite da comunidade, onde os proprietários compram uma vaga, por US$ 40 mil, juntamente com uma casa.

Como resultado, 70% das famílias de Vauban não têm automóveis, e 57% venderam o carro para se mudarem para cá.

“Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz”, afirma Heidrun Walter, profissional de mídia e mãe de dois filhos, enquanto caminha pelas ruas cercadas de verde, onde o ruído das bicicletas e a conversa das crianças que passeiam abafam o barulho ocasional de um motor distante.

Vauban, que foi concluída em 2006, é um exemplo de uma tendência crescente na Europa, nos Estados Unidos e em outros locais. Trata-se da separação entre a vida suburbana e a utilização de automóveis, como parte integrante de um movimento chamado de “planejamento inteligente”.

Os automóveis são um fator de coesão dos subúrbios, onde as famílias de classe média de Chicago a Xangai costumam construir as suas residências. E, isso, segundo os especialistas, consiste em um grande obstáculo para os atuais esforços no sentido de reduzir drasticamente as emissões de gases causadores do efeito estufa que saem pelos canos de descarga, com o objetivo de reduzir o aquecimento global. Os carros de passageiros são responsáveis por 12% das emissões de gases causadores do efeito estufa na Europa – uma proporção que só está aumentando, segundo a Agência Ambiental Europeia -, e por até 50% em algumas áreas dos Estados Unidos.

Embora nas duas últimas décadas tenha havido tentativas de tornar as cidades mais densas e mais propícias para as caminhadas, os planejadores urbanos estão levando agora esse conceito para os subúrbios e concentrando-se especificamente em benefícios ambientais como a redução de emissões. Vauban, que tem 5,500 habitantes e uma área aproximada de 2,6 quilômetros quadrados, pode ser a experiência mais avançada em vida suburbana com baixa utilização de automóveis. Mas os seus preceitos básicos estão sendo adotados em todo o mundo em tentativas de tornar os subúrbios mais compactos e mais acessíveis ao transporte público, com menos espaço para estacionamento. Segundo essa nova abordagem, os estabelecimentos comerciais situam-se ao longo de calçadões, ou em uma rua principal, e não em shopping centers à beira de uma auto-estrada distante.

“Todo o nosso desenvolvimento desde a Segunda Guerra Mundial esteve concentrado no automóvel, e isso terá que mudar”, afirma David Goldberg, funcionário da Transportation for America, uma coalizão de centenas de grupos nos Estados Unidos – incluindo instituições ambientais, prefeituras e a Associação Americana de Aposentados – que estão promovendo novas comunidades que sejam menos dependentes dos carros. Goldberg acrescenta: “A quantidade de tempo que se passa ao volante de um carro é tão importante quanto possuir um automóvel híbrido”.

Levittown e Scarsdale, subúrbios de Nova York com casas de áreas enormes e garagens privadas, eram os bairros dos sonhos na década de 1950, e ainda atraem muita gente. Mas alguns novos subúrbios podem muito bem lembrar mais Vauban, não só nos países desenvolvidos, mas também no mundo subdesenvolvido, onde as emissões da frota cada vez maior de carros particulares da crescente classe média estão sufocando as cidades.

Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental está promovendo as “comunidades com número reduzido de carros”, e os legisladores estão começando a agir, apesar de que com cautela. Muitos especialistas acreditam que o transporte público que atende aos subúrbios desempenhará um papel bem maior em uma nova lei federal de transporte aprovada neste ano, afirma Goldberg. Nas legislações anteriores, 80% das apropriações destinavam-se, por lei, a auto-estradas, e apenas 20% a outras formas de transporte.

Na Califórnia, a Associação de Planejamento da Área de Hayward está desenvolvendo uma comunidade semelhante a Vauban chamada Quarry Village, nos arredores de Oakland. Os seus moradores podem ter acesso sem carro ao sistema de trânsito rápido da Área da Baía e ao campus da Universidade Estadual da Califórnia em Hayward.

Sherman Lewis, professor emérito da universidade e líder da associação, diz que “mal pode esperar para mudar-se” para a comunidade, e espera que Quarry Village possibilite que ele venda um dos dois automóveis da família e, quem sabe, até mesmo os dois. Mas o atual sistema ainda conspira contra o projeto, diz ele, observando que os bancos imobiliários temem uma queda do valor de revenda de casas de meio milhão de dólar que não têm lugar para carros. Além disso, a maior parte das leis de zoneamento urbano dos Estados Unidos ainda exige duas vagas para automóveis por unidade residencial. Quarry Village obteve uma isenção dessa exigência junto às autoridades de Hayward.

Além disso, geralmente não é fácil convencer as pessoas a não terem carros.

“Nos Estados Unidos as pessoas são incrivelmente desconfiadas em relação a qualquer ideia de não possuir carros, ou mesmo de ter menos veículos”, diz David Ceaser, co-fundador da CarFree City USA, que afirma que nenhum projeto suburbano do tamanho de Vauban banindo os automóveis teve sucesso nos Estados Unidos.

Na Europa, alguns governos estão pensando em escala nacional. Em 2000, o Reino Unido deu início a uma iniciativa ampla no sentido de reformar o planejamento urbano, desencorajando o uso de carros ao exigir que os novos projetos habitacionais fossem acessíveis por transporte público.

“Os módulos urbanos relativos a empregos, compras, lazer e serviços não devem ser projetados e localizados sob a premissa de que o automóvel representará a única forma realista de acesso para a grande maioria das pessoas”, afirma o PPG 13, o documento revolucionário de planejamento, lançado pelo governo britânico em 2001. Dezenas de shopping centers, restaurantes de fast-food e complexos residenciais tiveram a licença recusada com base na nova regulamentação britânica.

Na Alemanha, um país que é a pátria da Mercedes-Benz e da Autobahn, a vida em um local onde a presença do automóvel é reduzida, como Vauban, tem o seu próprio clima diferente. A área é longa e relativamente estreita, de forma que o bonde que segue para Freiburg fica a uma distância relativamente curta a pé a partir de todas as casas. Ao contrário do que ocorre em um subúrbio típico, aqui as lojas, restaurantes, bancos e escolas estão mais espalhadas entre as casas. A maioria dos moradores, como Walter, possui carrinhos que são rebocados pelas bicicletas para fazer compras ou levar as crianças para brincar com os amigos.

Para deslocamentos a lojas como a Ikea ou às colinas de esquiação, as famílias compram carros juntas ou usam automóveis arrendados comunitariamente pelo clube de compartilhamento de automóveis de Vauban.

Walter já morou – com carro privado – em Freiburg e nos Estados Unidos.

“Se você tiver um carro, a tendência é usá-lo”, diz ela. “Algumas pessoas mudam-se para cá, mas vão embora logo – elas sentem saudade do carro estacionado em frente à porta”.

Vauban, local em que se situava uma base do exército nazista, ficou ocupada pelo exército francês do final da Segunda Guerra Mundial até a reunificação da Alemanha, duas décadas atrás. Como foi projetada para ser uma base militar, a sua planta nunca previu o uso de carros privados: as “ruas” eram passagens estreitas entre as instalações militares.

Os prédios originais foram demolidos há muito tempo. As elegantes casas enfileiradas que os substituíram são construções de quatro ou cinco andares, projetados de forma a reduzir a perda de calor e maximizar a eficiência energética. Elas possuem madeiras exóticas e varandas elaboradas; casas isoladas das outras são proibidas.

Por temperamento, as pessoas que compram casas em Vauban tendem as ser “porquinhos da índia verdes” – de fato, mais da metade dos moradores vota no Partido Verde alemão. Mesmo assim, muitos afirmam que o que os faz morar aqui é a qualidade de vida.

Henk Schulz, um cientista que em uma tarde do mês passado observava os três filhos pequenos caminhando por Vauban, lembra-se com entusiasmo da primeira vez que comprou um carro. Agora, ele diz que está feliz por criar os filhos longe dos automóveis; ele não tem que se preocupar muito com a segurança deles nas ruas.

Nos últimos anos, Vauban tonou-se um nicho comunitário bem conhecido, apesar de não ter gerado muitas imitações na Alemanha. Mas não se sabe se este conceito funcionará na Califórnia.

Mais de cem candidatos se inscreveram para comprar uma casa na Quarry Village, e Lewis ainda está procurando um investimento de US$ 2 milhões para dar início ao projeto.

Mas, caso a ideia não dê certo, a sua proposta alternativa é construir no mesmo local um condomínio no qual o uso do automóvel seja totalmente liberado. Ele se chamaria Village d’Italia.

Fonte: Uol Notícias

Namastê

Gledson Silva

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Gledson Silva

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